O Instituto Pereira Passos, desde 2001, vem trabalhando a idéia de recuperar a zona portuária do Rio de Janeiro, hoje cenário urbano de abandono e degradação apesar de sua localização estratégica e de seu grande potencial de adensamento.
Quando, em 2009, o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, entrou em pauta, outra vez, a importância da revitalização de sua zona portuária como local para alojamento de alguns equipamentos do programa da Olimpíada.
Em uma disputa acirrada entre concentrar todo o programa da Olimpíada na Barra da Tijuca ou distribuir algumas atividades na área portuária, a participação do Instituto dos Arquitetos foi fundamental na luta pró-porto. Estão sendo reivindicadas para a zona portuária as instalações olímpicas e algumas estações de transporte coletivo – BRT -.
Há, neste cenário, em fase de concretização, dois importantes projetos na área portuária: o MUSEU DO AMANHÃ, dedicado à ciência e tecnologia, a ser estabelecido no Pier Mauá, de responsabilidade do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e o MUSEU DE ARTE DO RIO destinado à Praça Mauá sob a responsabilidade dos arquitetos brasileiros Thiago Bernardes, Paulo e Bernardo Jacobsen.
Enviado por: Maria Dalila Bohrer | Fonte: Maria Dalila Bohrer
No ano em que festeja se os 50 anos de fundação de Brasília tive a oportunidade de revisitá-la e fazer uma avaliação mais equilibrada deste ícone do urbanismo moderno.
O projeto do mestre Lúcio Costa seguiu os preceitos da Carta de Atenas, mas não é ortodoxo. Conforme o último livro do arquiteto Frederico de Holanda – BRASÍLIA CIDADE MODERNA, CIDADE ETERNA – o projeto de Lúcio tem unidade, o projeto de Lúcio tem diversidade. Conforme o autor, quatro escalas conformam a cidade: a monumental através da esplanada dos ministérios; a gregária no setor da rodoviária; a residencial nas superquadras e a escala bucólica dos grandes parques e da paisagem do cerrado.
No entanto, os aspectos negativos apontados pela crítica são fáceis de serem detectados: setores monofuncionais isolados e sem vitalidade urbana; os grandes deslocamentos a serem percorridos entre eles; a prevalência do automóvel como meio de transporte; a falta de vitalidade urbana em muitos eixos viários, entre outros problemas urbanos que a capital vem enfrentando.
Apesar disso, visitando os prédios principais do eixo monumental – o Itamaraty, a Catedral e o Congresso Nacional – permanece a sensação de se vivenciar espaços abertos e fechados resultado de um momento excepcional vivido pelo nosso país na década de 50, quando arquitetura, urbanismo e arte associaram-se em um equilíbrio quase mágico.
Enviado por: Maria Dalila Bohrer | Fonte: Maria Dalila Bohrer
Roma inaugurou o primeiro museu de arte contemporânea na capital italiana. O MAXXI - Museu Nacional de Artes do Século 21, projetado pela arquiteta Zaha Hadid, rompe com a tradição da cidade, introduzindo-a definitivamente no século 21.
O museu de três pavimentos ocupa um terreno onde ficavam alojamentos militares, em um bairro residencial da cidade. A idéia da arquiteta foi compor um edifício que contrastasse com as residências do entorno e cumprisse o papel de articulador urbano, abrindo espaços públicos em torno de suas linhas e estruturas que se adaptam ao lote.
A transparência na cobertura permite a iluminação natural, direcionada pelas vigas que percorrem os espaços fluídos. A circulação interna é contínua, não existem compartimentações nem paredes. A base do sistema expositivo são as vigas, onde se fixam os painéis móveis que proporcionam o máximo de flexibilidade à curadoria das exposições.
Existe uma fluidez da circulação, uma "distribuição de densidades", segundo Zaha Hadid. As escadarias, rampas e galerias se cruzam no ar, formando um desenho escultural, uma obra à parte, que ainda atuam como grandes luminárias. Com certeza este é um projeto que desafia a neutralidade dos museus e altera as dimensões e geometrias do espaço de acordo com as necessidades das exposições.
A poltrona LC3, criada em 1929 por Le Corbusier sempre foi um clássico e, há 80 anos, nunca saiu de moda. Para a temporada de 2010, a Cassina (www.cassina.com) reeditou a famosa criação, trocando a estrutura cromada por tubos de cores vibrantes e o revestimento tradicional em couro por tecidos com cores vivas e contrastantes, surpreendendo de forma positiva a todos que acompanharam o Salão do Móvel de Milão.
Permeare é uma linha de pisos de cimento que Renata Rubim criou para a empresa brasileira Solarium Revestimentos www.solariumrevest.com.br
Renata é designer de superfícies e apaixonada por tudo o que é relacionado com pisos: calçadas, tapetes, carpetes, etc.
O Permeare foi criado a partir do primeiro piso de RR, o premiado Ellos, onde o conceito principal é a drenagem da água da chuva no solo. Esses pisos tem uma variada gama de possíveis assentamentos (layouts) o que permite a interatividade do arquiteto ou urbanista e seu projeto.
A metalinguagem utilizada (trazendo o tradicional "pied de poule" têxtil para um material e uso inéditos) e mais as 15 cores oferecidas pela empresa, adicionam um componente lúdico ao projeto.